Deputada do PSOL é suspeita de cobrar parte do salário de funcionários
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Presidente do diretório estadual do PSOL, a deputada estadual Janira Rocha é acusada por dois ex-funcionários de seu gabinete de cobrar de volta parte do salário pago pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A prática, que os denunciantes chamam de “cotização”, ou seja, contribuição em cotas, seria destinada a custear gastos do partido e fazer caixa para campanha. As denúncias emergiram por meio de mecanismos igualmente obscuros: Cristiano Valladão e Marcos Paulo Alves, que trabalhavam para Janira, montaram um dossiê para chantageá-la. Os dois tentaram vender o documento e uma gravação de áudio, na qual ela admite a prática, por R$ 1,5 milhão. Segundo a Veja, o material foi oferecido a uma adversária política da parlamentar, a atual secretária de Defesa do Consumidor do Estado, Cidinha Campos, que chamou a polícia e conseguiu a prisão dos dois em flagrante. O PSOL foi informado, há algumas semanas, pela própria Janira, sobre as ameaças feitas pelos dois ex-funcionários. Mas só agora, depois da prisão de Cristiano e Marcos, é que o partido, através da comissão de ética, resolveu investigar as denúncias. Os dois ex-assessores, que eram filiados ao PSOL, foram expulsos. As decisões foram tomadas em reunião na manhã desta terça-feira (3). “Nenhum de nós teve acesso ao dossiê. Nós sabíamos que ela estava sendo ameaçada de extorsão e eu orientei que fosse ao Ministério Público. Tudo tem que ser investigado”, disse o deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL.
