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Após manutenção de deputado presidiário, Alves diz que cassação só será com voto aberto

Após manutenção de deputado presidiário, Alves diz que cassação só será com voto aberto
Sem poder circular pelas ruas do país, deputado circula livre pelo Congresso
A manutenção do mandato do primeiro deputado presidiário da história do país, Natan Donadon (PMDB-RO) – preso há dois meses em uma cadeia de Brasília –, fez com que o presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, do mesmo partido do condenado, agisse para evitar que uma nova votação sigilosa decida o destino de parlamentares corruptos. Donadon cumpre pena por peculato e formação de quadrilha por desvios realizados quando era diretor financeiro da Assembleia Legislativa de Rondônia. Apesar da gravidade do caso, o peemedebista contou com a conivência oculta da maioria dos colegas políticos. Com a repercussão negativa da absolvição em todo o país, que contribuiu ainda mais para a já desgastada imagem do parlamento brasileiro, Eduardo Alves pediu pressa à comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 196/12), que acaba com o voto secreto no caso de cassação de congressistas. Alves afirmou que não coloca mais em votação pedidos de perda de mandato enquanto a PEC não for votada. “Nenhum processo de cassação mais será votado com voto secreto. A comissão especial que trate de aprovar essa proposta, porque eu assumo esse compromisso”, disse. A maioria dos deputados, apesar de não declarar abertamente qual posicionamento foi tomado, também responsabilizou o voto secreto pela absolvição de Donadon, que depois de circular livremente pelos corredores do Congresso, retorna para a cadeia, já que, conforme determina as leis penais brasileiras, nas ruas brasileiras ele não pode circular livremente antes de pagar pelas ações consideradas à margem das leis.