Após boato de saída, presidente da Desenbahia diz que fica 'até quando o governador quiser'
Por Evilásio Júnior
Foto: Divulgação
O cenário parecia perfeito para uma transição na Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia): crise financeira; operação para salvamento de entidade privada; demissões; denúncias e, agora, boato. Na noite desta terça-feira (27), a toada de que o atual presidente da instituição financeira, Aristóteles Alves de Menezes Júnior, deixaria o cargo pegou os bastidores do governo de sobressalto. Funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal, o economista – licenciado há um ano e dois meses – deixaria a Desenbahia nos próximos dias para ingressar em uma diretoria de seguros do banco, em Brasília, hipótese que ele nega. "Estou muito satisfeito aqui. Vou ficar até o dia que o governador [Jaques Wagner] quiser", resumiu o gestor, em entrevista ao Bahia Notícias. Ele ilustrou que o desligamento de um gerente se deu por "quebra de confiança", que o pedido de exoneração de um diretor aconteceu "por questões de foro íntimo" e que a rejeição de integrantes da agência à operação financeira de R$ 53 milhões, financiada em 12 meses para salvar o centenário Hospital Espanhol, já foi "superada". "Depois que os motivos foram explicados, está tudo tranquilo. É uma operação muito segura, de R$ 300 mil por mês, com garantia dos contratos pela Sesab [Secretaria de Saúde do Estado] e do Planserv [plano de saúde dos servidores]. A gente tem a melhor garantia de todas. É como se fosse um crédito consignado", comparou, ao pontuar que o empréstimo foi consagrado e elucidar o porquê de o centro médico ter se aproximado da falência: "Eles estavam operando e devendo a várias entidades privadas, com dívida de prazo curto e juros altos". Sobre o surgimento do zumzumzum, Aristóteles Alves Júnior atribui a uma ida sua, na semana passada, à capital federal. Vice-presidente da Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE), ele disputou uma eleição em que foi reconduzido ao posto para o próximo triênio (2013-2015). "Eu estive na Caixa para convidá-la a participar da ABDE, que visa o fortalecimento das agências de fomento e bancos desenvolvimentos do brasil. Ainda tenho um trabalho a ser feito", opinou.
