Escravos de Jó
Por Samuel Celestino
O governo Dilma sabia, mas não interessava revelar, que o Ato Médico, para dotar municípios interioranos de saúde, não iria dar certo, a princípio. Diante da reação dos médicos brasileiros em relação aos técnicos cubanos, o governo informou que a prioridade seria para portugueses e argentinos, dentre outros. Acontece que os argentinos (poucos) se credenciaram e deram preferência à faixa litorânea. Querem surfar. Recusam trabalhar nas cidades interioranas que se ressentem praticamente da falta de condições mínimas. De igual modo os portugueses também se recusam. Assim, e já era esperado, sobrou para os “companheiros” que para aqui virão enviados pelo governo de Havana para amealhar recursos para a Ilha, tal como acontece na Venezuela. Os cubanos terão direito a um percentual menor da remuneração e o restante será enviado pelo governo brasileiro para os cofres cubanos. Na Venezuela é assim que acontece. O que entra em termos de recursos, através dos trabalhos dos “técnicos”, é muito maior do que Cuba arrecada com o turismo. Em alguns setores médicos há grande reação. Primeiro, porque a formação dos médicos cubanos está muito aquém da formação que é feita no Brasil e, segundo, porque o trabalho que eles realizarão nos municípios interioranos será efetivamente escravo. Trabalharão para a Ilha de Cuba, a eles cabendo parcela pequena dos R$1O mil que o governo pretende pagar.