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Edil quer que escola ‘valorize família’; ‘Inferno está cheio de boas intenções’, diz educadora

Por Alexandre Galvão

Edil quer que escola ‘valorize família’; ‘Inferno está cheio de boas intenções’, diz educadora
Foto: Bahia Notícias
Com a alegação de que a instituição familiar soteropolitana não passa por seus melhores momentos, o vereador Leandro Guerrilha (PSL) apresentou projeto de lei que prevê a inclusão obrigatória, na grade curricular dos alunos matriculados na Educação Infantil e Ensino Fundamental da rede pública, da matéria de estudo sobre as relações familiares e respeito aos idosos. A matéria, como era de se esperar, gerou controvérsia entre os educadores. Em conversa com o Bahia Notícias, a professora e diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (APLB) Elza Melo, disse que transferir a responsabilidade de educar os pequenos para a escola não é a saída. “A família precisa também ter responsabilidade com seus filhos. É evidente que tem que ter uma interação entre escola e família”. Para Elza, o vereador foi negligente em propor o projeto sem conhecer a realidade escolar do município. “O conselho existe para discutir a grade curricular das escolas. É preciso que os vereadores tomem cuidado na hora de elaborar esses projetos. Por que não procurou o Conselho Municipal de Educação? É como diz o ditado: O inferno está cheio de boas intenções”, finalizou.  

Também em conversa com o BN, Guerrilha esclareceu alguns pontos do texto do projeto. Segundo ele, quando se fala em “família”, refere-se a toda pessoa que passa moral. “Esses valores de respeito não tem nada a ver com opção sexual”, disse afastando qualquer acusação de homofobia. O edil disse desejar que a escola discuta mais a questão humana com os alunos. “Quero que a escola volte a falar do comportamento do ser humano, não só de matemática e português. A escola sempre foi uma extensão de casa. Tem que formar cidadãos”, concluiu.