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Sem PMs suficientes, SSP não deve inaugurar todas as Bases Comunitárias prometidas em 2011

Por Sandro Freitas

Sem PMs suficientes, SSP não deve inaugurar todas as Bases Comunitárias prometidas em 2011
Fotos: Tiago Melo/ Bahia Notícias
Após a inauguração da 13ª Base Comunitária de Segurança na Bahia, em São Caetano, o governo baiano chegou a apenas 38% da meta prometida em 2011, que seria cumprida até o final deste ano. A promessa era de construir 34 unidades, sendo 20 em Salvador e 14 no interior. A falta de policiais militares suficientes para cumprir o cronograma é a principal causa apontada pelo titular da Secretaria de Segurança Pública para o atraso. Em conversa com o Bahia Notícias, Maurício Barbosa explicou que a programação “ainda existe”, mas adiantou que não é possível bater o martelo sobre quantas bases estarão em funcionamento até o final de 2013. “Vamos de acordo com a nossa possibilidade. É difícil dizer [quantas serão inauguradas até o fim deste ano], porque depende de obras e algumas atrasaram. Tivemos atraso em licitações e dependemos da estrutura física e do efetivo de policiais disponível. Temos obras agora para construção de bases em locais como Águas Claras, Feira de Santana e Cabula. Temos também um concurso em andamento para mais dois mil policiais. Ainda tivemos que remanejar homens para outras áreas, alterar o planejamento de acordo com a necessidade, para não atrapalhar as ações do cotidiano”, argumentou. Também há obras em andamento para a inauguração de uma base em Engomadeira, que vai abranger Tancredo Neves. Para cumprir a promessa feita em 2011, a SSP teria de entregar uma média de uma unidade por mês, mas já se passaram 29 meses e a taxa está em 0,4 bases inauguradas a cada 30 dias. Se o ritmo continuar, até o fim deste ano, seria possível inaugurar aproximadamente mais duas bases.
 

13ª Base foi inaugurada nesta terça - Foto: Manu Dias / GOVBA
 
No entanto, o secretário ressaltou que “mesmo sem as bases os índices de criminalidade tem caído” e ainda garantiu que eles “vão continuar a baixar”. “Temos ações mais emergenciais e a base é mais um planejamento, mais um remédio para diminuir os índices, não o único. Tem o reforço da Polícia Civil local, o remanejamento de policiais militares e temos feito operações para capturar os homicidas mais perigosos, desarticular quadrilhas de tráfico de drogas”, disse. Maurício Barbosa ainda ampliou a discussão sobre o efetivo reduzido – hoje de 32 mil PMs – ao criticar a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Hoje é seguro afirmar que seria necessário aumentar a tropa em 5 mil homens. Existe uma evasão de mil policiais por ano, que vão para a reserva, se aposentam. É preciso aumentar e isso o governo tem feito. Contratamos 11 mil homens em seis anos. Mas, isso vai de acordo com orçamento do governo, é necessário cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e essa inclusive é uma briga que temos, uma luta de secretários de segurança, saúde e educação, para que esses serviços fiquem fora da Lei de Responsabilidade Fiscal, pois são, na verdade, investimentos. Quanto mais servidores se aposentam, maior é a redução da possibilidade de novas contrações”, afirmou. Questionado sobre a repercussão na SSP-BA do caso Amarildo – homem supostamente sequestrado e morto por policiais de uma UPP carioca –, Maurício Barbosa declarou que “é preciso aprender” com este tipo de situação. “Fazemos treinamento, recapitulações e conversas periodicamente com os policiais. A Intenção da base é pacificar. A polícia tem problemas, assim como outras instituições e aprendemos com nossos erros e com os erros dos outros”, pontuou.