Anulação de Louos e PDDU pode adiar, mais uma vez, entrega do metrô, diz Otto
Foto: Francis Juliano / Bahia Notícias
Com planos concretos de tentar uma vaga no Senado, o vice-governador e secretário de Infraestrutura da Bahia, Otto Alencar (PSD), disse descartar qualquer possibilidade de mudar os rumos em 2014 e definiu como “precoce” a discussão sobre sucessão eleitoral. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele preferiu fazer uma análise dos problemas que afetam o estado, especialmente em relação às responsabilidades da pasta que lidera. “Hoje, a fiscalização das obras federais é tão grande que os técnicos não querem assumir cargos. No Brasil se gasta mais com órgãos de vigilância do que com investimentos de fato”, argumentou, ao criticar a burocracia em torno da administração das ações de infraestrutura no país. Para o gestor, o excesso tem prejudicado o andamento de obras importantes, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a Ponte Salvador-Itaparica e o "risível" Sistema Metroviário de Salvador, que há 14 anos permanece em construção. O quadro pode ainda piorar, de acordo com Otto, caso não seja revogada a suspensão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e da Lei de Ordenamento, Uso e Ocupação do Solo (Louos) imposta pela Justiça. “Isso vai parar, praticamente, tudo que está se fazendo aqui em termos de ações urbanas. É preciso que tenha o entendimento da prefeitura com o Poder Judiciário para chegar àquilo que a população precisa”, sugeriu, ao decretar como "inevitável" o impacto causado pelo imbróglio à concretização da promessa do metrô para o ano que vem. Crítico contundente da gestão municipal de João Henrique na capital baiana, o secretário aproveitou para atribuir, também ao ex-pepista, o atraso na finalização do sistema de transporte público. “Com certeza houve superfaturamento. Salvador está há oito anos parada e tudo isso sob os olhos complacentes da Câmara de Vereadores. Não sei como JH conseguiu anestesiar tanta gente. Ele não tinha vocação para prefeito, deveria ser anestesista”, brincou. Leia a entrevista na íntegra.
