Testemunha diz à polícia que sargento da Rota ensinou filho a atirar
Por Vagner Magalhães / Terra
O delegado Itagiba Franco, encarregado de investigar a morte que envolveu a família de dois policiais militares e de outros três membros da família na última segunda-feira (5), em São Paulo, afirmou na tarde desta quinta (8) que uma testemunha informou, em depoimento à polícia, que Marcelo Pesseghini Bovo, 13 anos, foi ensinado pelo pai, o sargento da Rota Luiz Marcelo Pesseghini, 40, a atirar. As investigações policiais indicam que Marcelo teria atirado contra o pai, a mãe, também PM, contra a avó e a tia-avó. Em seguida, teria cometido o suicídio. O PM teria sido o primeiro a chegar ao local do crime e descobrir os corpos das vítimas. O delegado saiu ainda em sua própria defesa, ao afirmar que as investigações são tocadas de forma honesta, serena e tranquila. Ele disse não entender as críticas "quase nacionais" ao seu trabalho e afirma trabalhar com provas e com a sua intuição de anos como delegado de polícia. "Eu não estou entendendo essa contestação quase nacional contra o meu trabalho. Enquanto a maior parte das pessoas está se descabelando, eu estou absolutamente sereno (...) Eu estou ciente do que estou fazendo, não estou mentindo. (Tudo) é fundamentado nos autos. Não vou me afastar, não vou inventar qualquer coisa que leve a uma inverdade", disse o delegado.