MPL e líder do governo na Assembleia concordam que tarifa na RMS pode cair
Por Alexandre Galvão
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A reunião que aconteceu na tarde desta quinta-feira (8), na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), entre os manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) e os deputados estaduais parece ter agradado ambas as partes. O líder do governo na AL-BA, Zé Neto (PT), em entrevista ao Bahia Notícias, disse ter ficado contente com o rumo da conversa. “As falas da maioria tinham um bom conteúdo e isso é importante para o funcionamento do movimento. Eu, como líder do governo na Casa, me coloquei à disposição para manter o nível do diálogo”, pontuou. No entanto, para Bruno D’Almeida, integrante do MPL, nem tudo no encontro foram flores. “Zé Neto foi muito claro com a vontade do governo em negociar, mas dizer que o governo está sem dinheiro é jogar um balde de água fria”, considerou. No encontro, os manifestantes tiveram a oportunidade de expor os pontos de pauta para os parlamentares, que, por sua vez, contra-argumentaram.

Foto: Cláudia Cardozo/Bahia Notícias
Presente ao evento, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), José Lúcio, declarou que investimentos públicos são feitos para melhorar a mobilidade urbana, fato que não foi suficiente para os ativistas. Walter Takemoto, também integrante do MPL, disse que as medidas anunciadas não beneficiam a população em geral. “O transporte não é voltado para as pessoas mais pobres”, discursou. Os ativistas pediram, mais uma vez, a redução da tarifa na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que seria viabilizada pela desoneração de impostos feita pela presidente Dilma Rousseff (PT). “Se os governantes não baixarem a tarifa, fica claro que o compromisso deles é com os empresários e não com a população. Nossa proposta de redução da tarifa por conta da desoneração não traz nenhuma despesa para o Estado, então só falta vontade política”, disse D’Almeida. O líder da maioria na Casa disse que os manifestantes, em determinados momentos, assumem uma posição mais dura, mas assumiu ser possível a redução da tarifa na RMS da cidade. “Em alguns casos eles têm um posicionamento contundente, como por exemplo, na tarifa zero. A gente não tem como responder isso. A queda na tarifa da RMS é possível por conta da desoneração. Já aconteceu em outras capitais”, avaliou.
