Candeias: Defesa de Tonha diz que acusações são ‘manobras’ para retardar processo
Por David Mendes
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O advogado da coligação “Para Reconstruir Candeias”, Júnior Magalhães, filho da ex-prefeita Tonha Magalhães, que encabeçou a chapa majoritária que disputou o pleito municipal com o atual prefeito Sargento Francisco (PSD), afirmou nesta terça-feira (6), em visita à redação do Bahia Notícias, que a divulgação de um vídeo e áudios com duas testemunhas da ação movida contra o adversário, tratam-se de uma “manobra” do atual gestor, que venceu o pleito com 40,5% dos votos válidos, para “embaçar” o bom andamento do processo. “Podemos dizer, com certeza, que o tiro saiu pela culatra, visto que, ao contrário do quanto pretendido, o vídeo comprova o objetivo da denúncia dirigida à PRE contra o prefeito, pois tal processo se afirmou que o prefeito, por meio de arapongas e agentes policiais, vinha monitorando as testemunhas e seus adversários”, acusou. Segundo Júnior Magalhães, a mulher que aparece no vídeo compareceu voluntariamente ao Ministério Público Eleitoral (MPE-BA) em Candeias, em setembro de 2012, para denunciar que foi contratada pela administração municipal para trabalhar na campanha do então candidato à reeleição, em troca de um salário R$ 1.068,18. Além disso, explicou o jurista, a ação proposta contra Sargento Francisco não trata apenas de capacitação ilícita de voto, mas também sobre a contratação de mais 1,5 mil servidores em período vedado pela legislação eleitoral. O fato teria sido evidenciado em pareceres do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA). “Espero que os fatos noticiados sejam devidamente apurados e punidos pelas instâncias competentes e, ao final, se punam os verdadeiros responsáveis que, a mando do prefeito, buscam interferir no dever da Justiça Eleitoral de punir os desmandos ocorridos na eleição em Candeias”, finalizou.
