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Em protesto, aliada de Dilma ergue faixa: 'Médicos advertem: Padilha faz mal à Saúde'

Por Evilásio Júnior

Em protesto, aliada de Dilma ergue faixa: 'Médicos advertem: Padilha faz mal à Saúde'
Fotos: Júlia Belas/ Tiago Melo / Bahia Notícias
O protesto dos médicos de Salvador contra o programa do governo federal de ampliação da oferta de profissionais, nesta terça-feira (23), contou com a participação da vereadora Aladilce Souza, do PCdoB, partido da base de apoio da presidente Dilma Rousseff e do governador Jaques Wagner (ambos do PT). Com o discurso de que levava uma "mensagem de apoio", a presidente da Comissão de Saúde, Planejamento Familiar e Seguridade Social da Câmara – também ligada aos sindicatos do setor – foi não só uma das primeiras a falar aos manifestantes como integrante da linha de frente que empunhava a faixa "Médicos advertem: Padilha faz mal à Saúde". Convidado pelo Bahia Notícias a se manifestar sobre o fato de a comunista participar do ato contra o ministro da Saúde Alexandre Padilha e a mandatária nacional, o presidente estadual do PCdoB, deputado federal Daniel Almeida, minimizou o episódio, mas negou que a bandeira seja defendida pelo partido. "Não. De jeito nenhum somos contra [o Mais Médicos]. Ela pode estar se manifestando na condição de dirigente sindical, em torno dos interesses corporativos da categoria, mas o PCdoB tem manifestado apoio ao programa", argumentou o parlamentar.

O dirigente, no entanto, revelou que a sigla defende "ajustes" no projeto. "Sobre o ciclo para formação do médico, eu penso que, em vez de o estudante ficar oito anos na faculdade, isso pode ser convertido em residência médica para formar generalistas", opinou. Assim como a mobilização da rua, Almeida também não vê com bons olhos a convocação de trabalhadores de outros países para preencher as vagas não ocupadas por brasileiros no interior e periferia do país. "Só se deve abrir em último caso, como uma coisa provisória, transitória, e com cuidado para que os médicos possam chegar aqui com a garantia da sua capacidade e da sua qualificação. Eu não sei se o nome seria esse [Revalida], mas teria que ter um cuidado sobre esses aspectos, afinal trata-se de vidas humanas", ponderou. Segundo ele, os pontos são discutidos "naturalmente, como qualquer projeto que chega ao Congresso" entre os próprios integrantes da bancada governista.