Presidente do DEM critica adesivo de Marighella sobre Luís Eduardo: 'Beirou as raias da molecagem'
Por Evilásio Júnior
Fotos: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O presidente do DEM em Salvador, Heraldo Rocha, condenou a colagem de um adesivo com a foto do ativista de esquerda Carlos Marighella – soteropolitano que chegou a ser considerado "inimigo número 1" do regime militar – sobre a placa do monumento em homenagem ao ex-presidente da Câmara Federal, Luís Eduardo Magalhães, morto em 1998, na Avenida Paralela. O ato em prol do ativista de esquerda, assassinado em 1969 após emboscada do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), marcou o início da manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) nesta terça-feira (23). "Foi uma falta de respeito. Eu respeito as manifestações, mas aquilo lá beirou as raias da molecagem. Um absurdo", criticou o ex-deputado estadual, em contato com o Bahia Notícias.
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De acordo com Rocha, apesar da história de Marighella – "foi um batalhador, etc e tal" –, há de se "respeitar" a memória de Luís Eduardo. "Tive a felicidade de conviver com ele. Um político que tinha o respeito inclusive das lideranças de oposição da sua época", exaltou. Filho do ex-governador e ex-senador Antonio Carlos Magalhães e filiado ao extinto PFL (hoje DEM), o "príncipe dos deputados", como era conhecido, morreu aos 43 anos de um infarto fulminante, quando estava em pré-campanha para a sucessão estadual de 1998. Ele era considerado o herdeiro do poder político do pai, fundador do carlismo. O MPL classificou a montagem como "intervenção artística".
