Comitê jurídico é formado para reforma da Constituição do Egito
Um comitê jurídico com dez especialistas nomeados pelo presidente interino do Egito, Adly Mansour, começou neste domingo (21) os trabalhos para reformar a Constituição do país, suspensa no dia 3 de julho, quando as Forças Armadas destituíram Mouhamed Mursi do poder, depois de meses de protestos no país cobrando ações do governo. Mansour, que era o presidente da Suprema Corte, assumiu interinamente o poder e prometeu eleições, em seis meses, após reformar a Constituição. O comitê, formado por quatro professores universitários e seis magistrados, foi criado por um decreto presidencial e se reúne na sede da Câmara Alta do Parlamento egípcio. O relator é o assessor da Presidência para os Assuntos Constitucionais, Ali Auad. O decreto emitido pelo presidente interino também estipula a criação de um secretariado técnico geral para o comité. As reformas propostas pelo comitê serão apresentadas a outra comissão, formada por 50 representantes da sociedade egípcia. Depois, o projeto definitivo deverá ser submetido à consulta, antes de Mansour convocar um referendo para aprová-lo.