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Petrobras recua e decide manter temporariamente 1,2 mil empregos na Bahia

Por Sandro Freitas

Petrobras recua e decide manter temporariamente 1,2 mil empregos na Bahia
Foto: Sindipetro-BA / Divulgação
A Petrobras decidiu manter os contratos com três prestadoras de serviço que atuam na Bahia para evitar a demissão em massa de 1,2 mil trabalhadores, que começaria nesta terça-feira (16). Durante reunião na tarde desta segunda-feira (15) com parlamentares baianos e trabalhadores, a presidente da estatal, Graça Foster, também se comprometeu a realizar novos investimentos no estado em 2014 e 2015. O encontro foi motivado por reclamações de políticos e sindicatos após a redução dos investimentos da Petrobras na Bahia. Em 2011 a empresa injetou US$ 811 milhões no estado, valor reduzido para US$ 651 milhões este ano. No último leilão da Agência Nacional de Petróleo, a estatal não comprou, como operadora, nenhum campo em território baiano, mesmo com a previsão de gastar R$ 389 bilhões até 2015, em exploração e produção no Brasil.
 

Foto: Sindipetro-BA / Divulgação
 
Apesar da comemoração dos parlamentares baianos na reunião, que também contou com presença da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), a manutenção dos empregos na Bahia é momentânea. A promessa da Petrobras foi de revisar os contratos com as empresas terceirizadas Lupatech, BCH Energy e Sertel. “O resultado da reunião foi proveitoso e trouxe muitos êxitos, entre eles a manutenção dos empregos, mesmo que temporariamente”, disse o líder da bancada baiana no Congresso, deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), em entrevista ao Bahia Notícias. A Petrobras também confirmou que irá assinar o convênio com a Universidade Federal da Bahia para instalação de um centro de estudos de campos maduros, com custo de R$ 25 milhões, no Parque Tecnológico, na Avenida Paralela, em Salvador. Na reunião, o Sindicato dos Petroleiros e a Federação Única dos Petroleiros entregaram uma carta a Graça Foster em que cobram mudanças no modelo de contratação de funcionários, retomada de investimentos na Bahia e o fim da “concentração dos recursos no Sudeste”. “Uma empresa do porte da Petrobras, consciente do seu papel econômico e social, não pode de forma alguma, negligenciar a importância da continuidade das suas atividades no Nordeste brasileiro”, diz o documento.