'A Bahia é o estado onde o PT tem maior potencial de vitória', antecipa Jonas Paulo
Por Bárbara Affonso
Foto: Carlos Augusto/ Guto Jads/ Jornal Grande Bahia
O presidente estadual do PT, Jonas Paulo, e o deputado federal Nelson Pelegrino (PT-BA) comentaram nesta segunda-feira (8) o processo de escolha do candidato à sucessão do governador Jaques Wagner para 2014. Em entrevista aos jornalistas Evilásio Júnior e Cristóvão Rodrigues, no programa Raio-X da Rádio 100 (100,7 FM), os petistas declararam que não é o momento para falar de eleição. "É muito cedo para definir o cenário de 2014. Estamos vivendo um momento de instabilidade da conjuntura eleitoral, mas daqui para o final do ano as coisas vão começar a se assentar e poderemos dar um posicionamento mais claro", resumiu Pelegrino, ao lembrar as manifestações de rua que têm acontecido pelo Brasil. Já Jonas Paulo estendeu um pouco mais o discurso, ao adiantar que o nome na Bahia será alinhado com as aliança nacionais. “É o cachorro que balança o rabo e não o rabo que balança o cachorro. A eleição fundamental é a nacional. Não podemos ter aqui um palanque com um candidato a governador e dois a presidente. Podemos até ter um palanque com dois governadores, mas presidente é um só”, informou, quando questionado sobre a relação do PT com o PSB da senadora Lídice da Mata e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Jonas contou que em Sergipe o candidato no ano que vem não será petista e que manter a unidade da base governista é importante na Bahia. “O sucessor [em Sergipe] é do PMDB, Jackson Barreto, mas a Bahia é o estado onde o PT tem maior potencial de vitória. Agora, queremos evitar o que ocorreu na eleição de 2008, que tivemos uma prévia que culminou na derrota de [Walter] Pinheiro, acirrou o partido e retardou o processo. Estamos trabalhando no diálogo, no consenso, para que não tenhamos que nos fraturar no processo de escolha”, pontuou. O presidente do PT também declarou que está alerta à quebra de sigilo de suas informações na internet, ao comentar a espionagem de cidadãos e empresas brasileiras pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos. “Tenho espírito de conspiração. Vivi no Chile de [Salvador] Allende e na Argentina de [Juan Domingo] Perón. Estou sempre atento e sei que não estou sozinho”, admitiu.
