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Com mais de dez partidos aliados, Wagner defende fim de coligações

Por Evilásio Júnior / Bárbara Affonso

Com mais de dez partidos aliados, Wagner defende fim de coligações
Foto: Joilson César/ Agência Haack/ Bahia Notícias
O governador Jaques Wagner declarou nesta terça-feira (2) que não considera uma solução para diminuir os gastos públicos a redução do número de pastas na esfera estadual ou federal. "O ponto central do grito das ruas é por mais eficiência e eficácia da máquina pública e isso a gente faz todo dia. Se você diminuir o número de ministérios ou secretarias e não conseguir dar as respostas às questões prioritárias, acho ruim", argumentou, em entrevista ao Bahia Notícias. Ao citar o pré-candidato à Presidência da República e senador Aécio Neves (PSDB-MG), que anunciou que reduziria o número de ministérios à metade, Wagner alfinetou: "Cada governante tem o direito de organizar a máquina como quer. Se ele ganhar, ele bota 20 ministérios." Na opinião do governador da Bahia, o inchaço no Estado pode ser amenizado com a reforma política apresentada pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso Nacional. "Quando você trabalha com coligações, muitas vezes é obrigado a alocar os aliados e acaba engordando a máquina pública. Essa lógica só vai ficar resolvida com a reforma política. Se você continua a ter 20, 30 partidos e cada partido que lhe apoia acha que tem o direito de estar na máquina pública, vai ficar sempre sob essa pressão", explicou o petista, que tem mais de dez partidos em sua base aliada. "Temos uma realidade partidária que, para mim, é absolutamente artificial. Não existem 30, 60 pensamentos políticos diferentes que justifiquem haver 60 partidos políticos", completou. Questionado sobre a violência cometida por policiais durante alguns protestos de rua – inclusive com a prisão de um repórter do BN – o gestor revelou ter aberto investigação para apurar excessos e se declarou favorável à desmilitarização da polícia, apesar de não considerá-la uma bandeira da sociedade. "Essa [a Polícia Militar] é uma tradição brasileira da época do império que, na minha opinião, precisa ser revista. Mas o movimento tem maturidade e clareza para se juntar a quem quer construir uma democracia melhor e não agredir a democracia", pontuou.