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2 de Julho: Isidório reduz o tom contra gays e sugere que papa Francisco custeie viagem ao Brasil

Por Evilásio Júnior / Bárbara Souza

2 de Julho: Isidório reduz o tom contra gays e sugere que papa Francisco custeie viagem ao Brasil
Foto: Joilson César/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Após sucessivas declarações polêmicas sobre os homossexuais, o deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PSB), que se diz “ex-gay”, diminui em alguns decibéis a sua crítica àqueles que mantêm relacionamento amoroso com pessoas do mesmo sexo. “Estamos num país democrático e todos têm direito de fazer com sua sexualidade o que quiser”, disse em entrevista ao Bahia Notícias, ao observar que, no entanto, “como evangélico, eu apenas me pronuncio contra a prática, mas amo todos os gays, amo as lésbicas, em Cristo Jesus”. Segundo Isidório, “eles e elas precisam do Evangelho, da palavra de Deus, são pessoas que são criaturas de Deus”. O parlamentar não rechaça nem declara apoio explícito ao grupo de evangélicos que quer fazer uma marcha contra a visita do papa Francisco ao Brasil – estima-se que mais de um milhão de fiéis participariam da caminhada – e extrapola fronteiras ao tentar dimensionar a “riqueza” da religião do pontífice, ao classificar o líder da Igreja Católica como proprietário de um grande banco. “Não concordo com nenhum movimento que não seja pacífico, mas acho que um país que é laico não deveria mesmo gastar tanto dinheiro para receber um líder religioso, que é dono do Vaticano, que é dono de ouro, de prata, que é sócio de Bradesco, de tudo quanto é riqueza”, afirmou. Na visão de Isidório, o papa Francisco deveria “bancar com a riqueza de sua religião a sua estadia no nosso país”.  Mas a crítica do deputado é ecumênica. Ele defendeu ainda que “um país que passa tanta dificuldade” não deve gastar dinheiro com “nenhum religioso, independemente de qual seja a religião”.