Oposição rechaça número de secretarias do governo estadual: ‘Não aumenta a eficiência’
Por Evilásio Júnior / Lucas Franco
O número de secretarias do governo estadual foi alvo de críticas de dois deputados federais do PSDB e do vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal e novo presidente do PMDB baiano, Geddel Vieira Lima, durante o cortejo do Dois de Julho. “Eu acho que sim [deve reduzir o número de secretarias], o governador de São Paulo já deu esse bom exemplo, acho que todos devem fazer revisão de procedimentos, de ações administrativas e principalmente de conduta. Lamentavelmente a gente não viu nenhuma ação efetiva do governo federal. Apenas prevalecendo sempre a propaganda e o marketing”, disse o deputado federal pelo PSDB, Antônio Imbassahy, que nesta segunda-feira (1º) afirmou, em nota, que a presidente da República Dilma Rousseff deveria reduzir o número de ministros. “Eu acho que está claro que o excesso de ministérios e secretarias, em primeiro, não aumenta a eficiência, com certeza aumenta os custos e as despesas. Mais secretários, mais assessores, mais despesa de telefone e viagem, diárias, é óbvio que isso daí não é para boa administração e é prejuízo de dinheiro público. E é um dos motivos de a população estar na rua contra desperdício de dinheiro público”, opinou o também deputado federal pelo PSDB, Jutahy Magalhães Jr. O representante do PMDB no estado, Geddel Vieira Lima, engrossou o coro dos tucanos. “Já passou da hora [de diminuir o número de secretarias]. O governo não deveria ter aumentado. Dos últimos anos foram onze secretárias criadas, eu acho que isso é um completo absurdo. Em um estado com a carência que nós temos as secretarias deveriam ser reduzidas, deveria ter feito economia para investir em outras áreas que a população está cobrando na rua”, refletiu.