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'A posição da prefeitura é de insolvente', diz prefeito de SP

'A posição da prefeitura é de insolvente', diz prefeito de SP
A onda de protestos que se iniciou com a pauta da melhoria do transporte público nas maiores cidades brasileiras levou várias prefeituras a revogar recentes aumentos das tarifas de ônibus, trens e metrôs. A decisão do retorno ao preço anterior, no entanto, representa, até agora, um desafio para as contas das administrações municipais. É o caso de São Paulo, cuja prefeitura enfrenta uma situação de insolvência, segundo resumiu o prefeito Fernando Haddad (PT) em entrevista à Folha de S. Paulo. "A posição da prefeitura é de insolvente", sintetizou o prefeito, para quem a pressão das ruas forçou a administração pública a uma reação que torna incerto o futuro do balanço das contas. "Isso (a revogação do aumento) vai ter consequências de médio e longo prazo imprevisíveis. Não estamos falando só de 2013", declarou. Segundo informações do Portal Terra, após um início de unidade em torno da causa do transporte público, os protestos em São Paulo e todo o Brasil ganharam corpo e ampliaram-se para uma vastidão de pautas que abarcam desde questões específicas e técnicas, como a PEC 37, até bandeiras generalistas e difusas, como a corrupção. Para Haddad, o rumo dos protestos não é razão de pessimismo, embora ainda não se saiba se terão, ao fim e ao cabo, uma contribuição progressista ou deixarão um legado conservador. "Eu diria que isso não está definido em relação, hoje, à agenda da rua. Se ela é progressista. Ou se revelará (sic) contradições e tensões que podem desaguar em retrocessos”, pontuou.