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Em campanha salarial, frentistas interrompem abastecimento no Posto Sumaré

Por Rodrigo Aguiar

Em campanha salarial, frentistas interrompem abastecimento no Posto Sumaré
Fotos: Tiago Melo / Bahia Notícias
Frentistas do Posto Sumaré, na Avenida Tancredo Neves, em Salvador, paralisaram as atividades na manhã desta quarta-feira (26). Com bandeiras e cartazes, um grupo impediu o abastecimento de carros no local. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia (Sinposba), Antônio José dos Santos, afirmou ao Bahia Notícias que a categoria reivindica um aumento salarial de 12,21% após pedidos de reajuste de 18% e 15% além de auxílio alimentação de R$ 180. Os empresários, por sua vez, oferecem 7,6%, de acordo com o sindicalista. “Estamos em campanha salarial e já tivemos quatro rodadas de negociação, uma delas na DRT [Delegacia Regional do Trabalho], e não houve avanço”, protestou Antônio. O presidente do Sinposba também reclamou contra cobranças financeiras aos trabalhadores em casos de prejuízos causados por assaltos, abastecimentos pagos com cartões clonados ou ausência de produtos no estoque das lojas conveniadas. “O trabalhador bate o cartão neste posto e não tem horário de descanso. Nos domingos e feriados, não recebe de acordo com o que está na convenção colevita do trabalho”, acrescentou o líder sindical.

“Não cobramos em casos de cartões clonados aqui. Isso pode acontecer em outros postos”, defendeu-se José Malvar, gerente do posto Sumaré. Em relação aos assaltos, o gerente explicou que os frentistas são orientados pela empresa a ficar com um valor máximo em mãos – não informado de maneira precisa – para fornecer trocos. Somas mais altas devem ir para o caixa. Neste caso, quando o valor levado por assaltantes corresponde, no máximo, ao autorizado para os trabalhadores carregarem, não haveria cobrança, segundo Malvar. O gerente defendeu o direito dos manifestantes lutarem por suas reivindicações, mas criticou os métodos do sindicato. “Eles teriam que liberar as bombas. Os meus funcionários estão parados porque não têm como abastecer”, disse. Após a ação no posto Sumaré, o grupo seguiu às 12h para o Posto Pituba, próximo ao antigo Clube Português.