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Passe Livre: redução de tarifas pelo país não deve enfraquecer movimento em Salvador, diz ativista

Por Alexandre Galvão

Passe Livre: redução de tarifas pelo país não deve enfraquecer movimento em Salvador, diz ativista
Fotos: Patrick Silva

O movimento Passe Livre fará nesta quinta-feira (20) mais uma manifestação nas ruas da cidade de Salvador. A passeata que está agendada para às 14h, tem ponto de partida a Praça do Campo Grande e deve ter seu grand finale na região da Fonte Nova, onde acontecerá o jogo entre as seleções do Uruguai e Nigéria. A tensão neste terceiro ato é iminente, já que, segundo a Lei Geral da Copa, qualquer manifestação neste período será considerada um ato de terrorismo e deve ser reprimido com medidas mais enérgicas. Para Bruno Pedra, estudante de Comunicação e um dos organizadores do movimento pelo Facebook, a manifestação, assim como foram as outras, deve ser pacífica. “Eu não acho que acontecerão atos violentos, porque eu tenho visto a atitude das pessoas e tudo tem sido bem tranquilo”, declarou em entrevista ao Bahia Notícias. Para o futuro comunicólogo, a redução das tarifas nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo não enfraquecem o movimento aqui na capital baiana e nem nas já citadas cidades, já que em Goiânia a diminuição também ocorreu e, mesmo assim, o movimento continua forte.

Em respostas às declarações do secretário municipal de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, de que não há possibilidade do custo do transporte público em Salvador ser reduzido, Pedra disse que isso já era de se esperar. “Claro que o governo vai reagir dizendo que não dá, que não é possível, mas a gente não acredita nisso. Se nós vivemos um democracia mesmo, a gente tem que organizar as coisas para que tudo aconteça”, afirmou. Contudo o ativista disse que essa não é a principal reivindicação do movimento na capital soteropolitana. “Nossa principal pauta é mobilidade urbana. Vamos lutar pelo metrô, por uma mobilidade que funciona, que não seja só coisa pra gringo ver”. Quando questionado pelo BN se as mudanças desejadas em Salvador não são de longo prazo, Bruno disse que isso é uma questão de vontade do governo. “Construíram um estádio muito rápido, então eles podem fazer isso para a nossa população também. Uma ciclovia é mais barata que um estádio”, finalizou.