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Líder da Revolta do Buzu, Nestor Neto critica partidos e defende ato pacífico nesta quinta

Por Bárbara Souza

Líder da Revolta do Buzu, Nestor Neto critica partidos e defende ato pacífico nesta quinta
Foto: Tiago Melo/ Bahia Notícias
Um dos idealizadores da Revolta do Buzu, movimento que lutou contra o aumento da passagem de ônibus em Salvador, em 2003, Nestor Neto (PMDB), tem acompanhado de perto e avalia positivamente a onda de protestos nos últimos dias pelo Brasil, iniciadas com um ato do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo. Atualmente no comando da Diretoria Geral de Acompanhamento das Ações da Secretaria Municipal da Saúde, o peemedebista considera que a revolta deflagrada há dez anos “deixou um legado para toda uma geração”, mas sublinha que “esse movimento de hoje não é só estudantil; é um movimento popular”. Na análise de Neto, os protestos revelam que a juventude “está consciente” porque ampliou a pauta de lutas e “conseguiu fazer com que essa ação pudesse reverberar internacionalmente”. O ex-candidato a vice-prefeito de Salvador, na chapa do radialista Mário Kertész na eleição de 2012, Nestor Neto tem boas expectativas sobre a caminhada programada para a tarde desta quinta-feira (20), em Salvador, e que tem a Arena Fonte Nova como destino.  “Acho que o ato de amanhã vai dar mais uma prova de que houve um amadurecimento”, afirmou em entrevista ao Bahia Notícias. Ligado a movimentos sociais, o peemedebista é cauteloso ao dizer que vai participar da manifestação desta quinta. “A gente não se sente dono do processo, líder do processo, nada disso”, declarou, ao ressaltar que pretende contribuir com “experiência acumulada” para “que não haja um acirramento dos ânimos, que não haja enfrentamento nem confronto”. Aos 32 anos de idade, 18 deles dedicados à militância social, Neto sustenta que “o papel do movimento é mostrar força a partir da capacidade de articulação e não da capacidade de agressão”.  Sem meias palavras, ele avalia a reação dos manifestantes em repúdio à participação de partidos políticos nos atos de protesto. “Os partidos políticos estão perdendo a identidade com os movimentos sociais, apesar de muitos militantes destes partidos fazerem movimentos sociais. Tudo se aglutina hoje em torno do poder e não da bandeira ideológica, e as pessoas não aceitam mais esse tipo de gestão pró-poder”, disse ao BN,  ao classificar o cenário atual como “um momento muito importante de reflexão” para os partidos políticos.