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PF diz que não monitora dados de brasileiros na internet, mas rastreia fraudadores e pedófilos

PF diz que não monitora dados de brasileiros na internet, mas rastreia fraudadores e pedófilos
Foto: Reprodução
Desde a revelação de que o governo norte-americano monitora importantes serviços virtuais, a internet passou a ser vista como um lugar de vulnerável à espionagem, um campo minado. A segurança e a privacidade de dados que circulam na rede mundial de computadores e por telefone estão em xeque.  A justificativa do governo de Barack Obama para o monitoramento é a necessidade de identificar grupos terroristas, que usariam a rede como cenário para a organização de ataques. No Brasil, apenas investigações autorizadas pela Justiça podem reter informações pessoais. Para as autoridades que precisam manter a segurança da rede, não é o terrorismo que mais preocupa. Os ataques ao sistema financeiro, crimes sexuais e a manutenção dos serviços essenciais estão no topo da lista. Em entrevista a DW Brasil, reproduzida pela revista Carta Capital, o delegado Carlos Eduardo Miguel Sobral, chefe do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, garantiu que a PF não monitora a vida de ninguém sem autorização da Justiça. “O Brasil não faz isso. Não há nada parecido no Brasil, pelo menos que seja do nosso conhecimento. Sempre quando há a necessidade do acesso a algum tipo de informação, ela é específica para uma investigação, mediante requisição das autoridades. Quando é necessário acessar o conteúdo de uma comunicação, também em um caso específico, a vigilância é precedida de autorização judicial, no caso de crime grave”, disse. Ele contou ainda que cerca de 1 bilhão de reais são roubados dos bancos brasileiros todos os anos por criminosos virtuais. Além disso, o país figura entre os mais ativos nas redes de pornografia infantil.