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Governo de Minas omite estatísticas em choque de gestão

Por Daniel Bramatti / Agência Estado

O governo de Minas Gerais omitiu dados e usou datas arbitrárias em gráficos sobre segurança pública e mortalidade infantil ao fazer propaganda do chamado "choque de gestão", a reforma administrativa promovida na última década pelo ex-governador Aécio Neves e pelo seu sucessor, Antonio Anastasia, ambos do PSDB. Implantado em 2003, o choque de gestão é, segundo o governo mineiro, "uma metodologia de administração pública para reduzir custos e ampliar resultados". Seus pontos centrais são o enxugamento da estrutura administrativa, a adoção de metas pelas secretarias e a bonificação de servidores segundo os resultados alcançados. Anastasia criou um site para promover a principal vitrine do PSDB de Minas, no qual fica evidente a preocupação de mostrar que seus efeitos não são meramente burocráticos, mas se refletem no cotidiano dos eleitores, em áreas como educação, saúde e até desemprego. Há quatro gráficos sobre os supostos efeitos do choque – em dois deles, os resultados estão artificialmente ampliados. Ao tratar de segurança pública, o site do governo mineiro transformou um aumento nos assassinatos em redução. Ao colocar o ponto inicial da série histórica em 2004, um gráfico com a taxa de homicídios por 100 mil habitantes mostra aumento de 1,4% nas mortes no Brasil e redução de 18% em Minas. Mas o governo tucano não começou em 2004. O choque de gestão foi aplicado em 2003 e, portanto, seus efeitos tem de ser medidos em relação ao ano anterior – o último de Itamar Franco, antecessor de Aécio.