Iphan declara Festa do Bonfim patrimônio do país
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sob a presidência de Jurema Machado, aprovou, por unanimidade, o registro da Festa de Nosso Senhor do Bonfim no rol dos bens protegidos como Patrimônio Imaterial do Brasil. O evento junta-se ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano, ao Ofício das Baianas de Acarajé e à Capoeira no acervo baiano de “orgulho” do país. A celebração, realizada sem interrupção desde o ano de 1745, atrai para a capital baiana o maior número de visitantes, depois do carnaval, e articula duas matrizes religiosas distintas, a católica e a afro-brasileira, assim como envolve diversas expressões da cultura e da vida social soteropolitana. O superintendente do instituto na Bahia, Carlos Amorim, avalia que a Festa do Bonfim é uma referência cultural fundamental na formação da identidade, afirmação da baianidade, além de representar um momento significativo de visibilidade para os diversos grupos constituidores da sociedade soteropolitana. Sob todos os aspectos, segundo ele afirma, a celebração dá noção exata da ideia de Recôncavo, sua relação com a Baía de Todos-os-Santos e seus saveiros, como o Sombra da Lua, que é tombado, e com Salvador, sobretudo o bairro do Comércio e a Cidade Baixa.
