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Comunidade sul-africana de brancos mantém restos do apartheid

Comunidade sul-africana de brancos mantém restos do apartheid
A comunidade sul-africana de Kleinfontein (fonte pequena, em africâner) realiza uma campanha para ser reconhecida oficialmente como um município. Praticamente uma propriedade privada, a comunidade é um resquício do apartheid na África do Sul. Lar de aproximadamente mil brancos africâneres – grupo étnico de africanos descendentes de europeus, principalmente de holandeses – a comunidade exige que seus moradores sejam africâneres e falem africâner, língua baseada no holandês. Existe ainda no local um busto de Hendrik Verwoerd, ex-líder sul-africano que liderou o movimento racista branco. O jornal sul-africano The Times noticiou que os legisladores estaduais foram informados sobre a proibição a policiais negros para entrarem no enclave, no ano passado. A comunidade nega as acusações de racismo, ao argumentar que descendentes de colonos britânicos, por exemplo, também não são bem-vindos. Kleinfontein não é organizada “com base na raça”, diz Jan Groenewald, presidente do conselho de administração do local. De acordo com ele, o objetivo é preservar um alicerce cultural que remonta à tradição dos colonizadores. Informações do Globo.