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Líder do PMDB nega que CPI da Petrobras seja retaliação

Líder do PMDB nega que CPI da Petrobras seja retaliação
Foto: Divulgação
O deputado federal Eduardo Cunha (RJ),  líder do PMDB na Câmara, negou nesta sexta-feira (24), que o pedido de criação da CPI da Petrobras seja uma retaliação ao governo federal. "Não há nenhum gesto deliberado" disse ele, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. "Estão superfaturando a minha atuação", rebateu. Das 199 assinaturas apresentadas, os deputados peemedebistas foram os responsáveis por 52 nomes, o que representa o maior apoio entre os partidos.  Ao todo, 63% dos 82 parlamentares da bancada do partido subscreveram o pedido. Cunha afirmou que o pedido de abertura da comissão de inquérito foi protocolado na semana passada e não nesta quinta-feira (23), como foi publicado. Segundo ele, a criação da CPI não tem qualquer ligação com a atuação dele na semana passada durante a votação da Medida Provisória dos Portos, quando entrou em rota de colisão com o Palácio do Planalto. "Refuto qualquer associação com o fato da semana passada. Não é uma atitude de retaliar", disse, ao destacar que não há qualquer "natureza partidária" o pedido de CPI e que ninguém recolhe quase 200 assinaturas em cinco minutos. Embora não tenha subscrito o pedido, Cunha disse que o PMDB e outros partidos da base deram apoio à criação da investigação parlamentar. Informações são da Agência Estado.