Elmar quer saber por que deputados retiraram apoio à CPI do Futebol
Por Bárbara Souza
Foto: Tiago Melo/ Bahia Notícias
O líder da oposição no Legislativo estadual, deputado Elmar Nascimento (PR), criticou a forma como foi conduzida a discussão sobre a criação da CPI do Futebol, proposta por seu colega de Casa, Uziel Bueno (PTN), e lamentou o desfecho do processo. “Ontem [terça, 21] foi uma tarde-noite triste para Assembleia Legislativa da Bahia”, afirmou o parlamentar, nesta quarta-feira (22), em entrevista ao jornalista Samuel Celestino, no programa Bahia Notícias no Ar, da Rede Tudo FM 102,5. O oposicionista cobra esclarecimentos dos sete deputados que retiraram a assinatura do requerimento sobre a motivação que os fez voltar atrás. “Eles têm que explicar é se foi orientação do governo, que faz cara de paisagem nessa situação, ou se foram as famosas práticas inconfessáveis”, afirmou o republicano, ao ressaltar que considera razoável pressupor que alguém que vai assinar um documento “da importância de uma CPI”, lê o texto minuciosamente e tem “percepção do que se está assinando”. Elmar qualificou como “esquisito” o parecer da procuradoria jurídica da AL-BA que alegava, segundo ele, “não estar na seara de competência da Assembleia investigar esse tipo de coisa”. Por outro lado, segundo relatou, o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT), também tinha em mãos “uma nota técnica da Ordem dos Advogados do Brasil dizendo que [o pedido de instalação] preenchia todos os requisitos e apoiando a CPI”, posição que foi reiterada por Elmar, que é advogado de formação. “Uma vez preenchidos os requisitos constitucionais, era inadmissível que não fosse instalada a CPI”, declarou o deputado, que garante que o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito atendia inclusive ao critério do fato motivador. “Havia vários fatos determinados”, entre eles o preço final da Arena Fonte Nova, que “foi inaugurada a um custo de R$ 1,6 bilhão, enquanto o governador de Pernambuco [Eduardo Campos] inaugurou uma mesma arena, parecida inclusive, a um custo inferior a R$ 600 milhões”. Elmar Nascimento considera essa “uma diferença muito grande, que precisa ser esclarecida”.
