Clínicas particulares podem suspender atendimento ao SUS; entidades cobram solução
Mais de 130 dias após o início da gestão do prefeito ACM Neto (DEM), os prestadores de serviços privados, que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS) reclamam sobre a falta de proposta para o pagamento das dívidas da prefeitura de Salvador com o setor. “Independentemente da situação partidária as clínicas precisam receber. O serviço foi prestado, a população atendida e a responsabilidade é da Prefeitura Municipal de Salvador, que precisa honrar os compromissos assumidos. Nem o Ministério Público está sendo respeitado”, afirma o presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (AHSEB), Ricardo Costa. Segundo a entidade, desde o início do ano, clínicas e hospitais particulares, ainda que com incapacidade operacional, lutam para manter o atendimento aos pacientes por saberem da necessidade da população baiana, mas a situação tornou-se insustentável. Atualmente, algumas clínicas como a Insbot e São Bernardo deixaram de atender aos pacientes do sistema, e outras, com até 39 anos de atendimento ao SUS, já solicitaram descredenciamento em virtude do baixo orçamento disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Salvador. A AHSEB, o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Estado da Bahia (Sindhosba) e a Federação Baiana de Saúde (Febase) enviaram uma carta e um e-mail ao prefeito ACM Neto e ao secretário municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves, em que solicitam uma audiência para discutir a situação.