Associação carnavalesca pede reforma na governança em Salvador
O presidente da Associação dos Blocos Carnavalescos de Salvador, Otto Pípolo, criticou a maneira que os interesses da maioria são desprivilegiados no tratamentos dos recursos para a festa de rua na capital. “Quando interesses privados atropelam os interesses públicos, o que está evidente no Carnaval de Salvador, significa que a governança deve agir rápido para estancar o desrespeito sobre o direito da maioria”, defendeu, em debate do seminário “Panorama do Carnaval”, realizado pela Câmara Municipal, no Teatro Jorge Amado. Ele afirma que a população assiste “à gradual extinção das entidades de matrizes africanas”. “Infelizmente, foi preciso chegar ao fundo do poço para que finalmente os vereadores de Salvador, desta nova legislatura, tomassem a iniciativa de ouvir todos os segmentos que fazem a festa baiana para tirá-la da UTI e construir um novo modelo de carnaval, mais democrático, com uma maior partilha dos lucros, com mais inclusão, igualdade e participação popular”, opinou. O representante dos blocos participou de uma mesa sobre a governança, ou seja, a forma com que o poder é exercido na administração dos recursos sociais e econômicos de um município, estado e país.