Em meio a protestos de servidores, Câmara adia votação de medidas relativas à Copa
Por Rodrigo Aguiar
Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Em sessão tumultuada por servidores municipais grevistas que protestaram contra a ausência de reajuste, governo e oposição não chegaram na tarde desta quarta-feira (15) a um acordo sobre um projeto elaborado em consonância com a Lei Federal nº 12.663/2012 – a chamada Lei Geral da Copa. Enviada na terça pelo Executivo, a mensagem nº 05/13 tem o objetivo de consolidar as garantias de exclusividade assumidas com a Fifa “especialmente no que concerne à divulgação de marcas, distribuição e venda, publicidade ou propaganda de produtos e serviços, bem como as atividades promocionais ou de comércio de rua, consumo de mercadorias, bebidas e alimentos, nos Locais Oficiais das Competições, no seu entorno e nas principais vias de acesso”. A minoria considerou que houve pouco tempo para discutir alguns itens da matéria e não aceitou votá-la nesta quarta. A bancada governista, então, derrubou o quórum da sessão, marcada pelo protesto barulhento de sindicalistas, alguns com camisetas da Força Sindical. Com vaias e frases como “servidor tá de plantão”, “zero por cento não” e “mentira não, teatro não”, integrantes do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindiseps) ocuparam a tribuna popular da Casa.

O principal alvo foi o vereador Léo Prates, líder do DEM no Legislativo soteropolitano, que ficou insatisfeito ao ser vaiado. “Com o governo estadual, tiveram quatro meses de paciência. Isso me parece intransigência e intolerância. Há uma mesa de negociação instalada. A prefeitura não irá se curvar à ditadura sindical”, rebateu o democrata. Coube aos petistas Gilmar Santiago e Suíca tentarem aplacar a ira dos servidores, comandados pelos dirigentes Everaldo Braga e Alemão. Em entrevista ao Bahia Notícias, Alemão não reconheceu a legitimidade de outras entidades para compor a mesa de negociações com o secretário municipal de Gestão, Alexandre Pauperio. “As entidades não representam os servidores. O Sindiseps é o único que tem legitimidade. Não aceitamos sentar com sindicatos que não estão na luta”, declarou. “Isso é briga de sindicato”, classificou o presidente da Casa, Paulo Câmara (PSDB), em conversa com os manifestantes. “Vocês são bem-vindos. Podem se manifestar. Agora, desrespeitar vereador, chamar de mentiroso, eu não vou permitir”, avisou o tucano. A categoria tem uma nova reunião marcada com a administração municipal para esta sexta (17).
