ArquiMemória debate patrimônio nas cidades; terreiros de candomblé estão na pauta
Por Francis Juliano
Foto: Divulgação
O Encontro Internacional sobre Preservação do Patrimônio Edificado, ArquiMemória 4, segue até sexta-feira (17) no Centro de Convenções da Bahia. Segundo o presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, seção Bahia, Nivaldo Andrade, que está na organização do evento, os temas culturais vão ter maior destaque em relação a assuntos específicos como por exemplo a construção da ponte Salvador-Itaparica ou o Terminal de Regaseificação da Petrobras na Baía de Todos-os-Santos. Um dos assuntos que o arquiteto considera relevante é a discussão sobre preservação nos terreiros de candomblé. “Intervir e restaurar um terreiro é diferente do que restaurar um edifício. A importância dele [terreiro] não é por conta da pedra do século 18. Não é isso. A arquitetura em si, a forma, a matéria, é simples, é comum, é vulgar. O que importa é que aquilo é suporte para manifestações culturais da maior relevância”, afirmou em entrevista ao BN. A Bahia foi o primeiro estado a reconhecer o candomblé como patrimônio histórico e cultural. Para Andrade, o objetivo também é trazer para reflexão projetos que foram bem-sucedidos em outros lugares para servir de inspiração para a realidade brasileira e baiana. Nesta terça-feira (17), o destaque foi a apresentação do arquiteto português Gonçalo Byrne, na abertura do evento, que transformou uma fortificação antiga em seu país em uma pousada. “Se alguém aqui quiser fazer uma intervenção no Forte do Barbalho, vão dizer: ‘oh, que absurdo’. Mas Portugal fez e é um projeto muito bom. A gente vai discutir ideias de como interferir através dessas referências”, comentou. De acordo com a organização do encontro, são aguardados cerca de 600 pessoas, entre profissionais e pesquisadores que atuam na preservação arquitetônica e urbanística. Considerado o principal evento sobre o tema no país, o ArquiMemória 4 é promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), através do Departamento da Bahia (IAB-BA), em parceria com a Faculdade de Arquitetura (FA-UFBA) e o Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (PPG-AU/UFBA).
