'Salvador perde para Aracaju e Recife' em casa de shows, dizem Washington e Beto Jamaica
Fotos: Patrick Silva / Divulgação
Sucesso no final dos anos 90, a banda de pagode É o Tchan já foi figurinha carimbada em programas de auditório, vendeu milhões de discos e dezenas de produtos, inclusive brinquedos. No dia do lançamento do DVD especial de 20 anos da banda, na casa de shows Bali Beach, os únicos remanescentes da formação original, Compadre Washington e Beto Jamaica, bateram um papo com o Bahia Notícias e não pouparam o cenário atual de críticas. “Salvador é a terceira capital do Brasil e a gente perde para Aracaju e Recife, que tem maiores casas de shows”, desabafou Compadre Washington, que disse já ter colocado 20 mil pessoas em show nos tempos áureos. Críticos do pagode atual, os vocalistas não se dizem dispostos a compor novas músicas. “A maioria das músicas do Tchan passa por mim, pelo Compadre, pelos parceiros. Mas deu uma ‘preguiçasinha’, e aí tivemos que dar espaço para os meninos que estão chegando agora com muita coisa boa [para compor]”, admitiu Beto Jamaica. Apesar de terem gravado recentemente em programas de TV nacional, É o Tchan não tem o suporte de grande gravadoras como no passado e deve recorrer a métodos de bandas independentes. “Vamos trabalhar com bancas de revistas, no corpo a corpo, vamos levar para o show e vender no show, que funciona muito bem também.” Saibam o que Compadre e Beto fizeram antes da “retomada” da banda, quais são os planos para o ano que vem e como é a relação com os antigos integrantes do grupo na entrevista da Coluna Holofote!
