Prefeito japonês diz que escravas sexuais 'foram necessárias' na Segunda Guerra
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O prefeito de Osaka, no Japão, Toru Hashimoto, causou polêmica ao dizer que o sistema que forçou milhares de mulheres de outros países a se prostituírem durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) para atender a soldados japoneses foi "necessário", informa o iG. Segundo o site, cerca de 200 mil mulheres de territórios ocupados pelo Japão foram obrigadas, durante o conflito, a atuar como escravas sexuais para soldados do Exército. A maioria era da China e da Coreia, mas também havia mulheres das Filipinas e da Indonésia. O prefeito argumenta que o clima de tensão típico da situação de guerra, "em que balas voavam como chuva e vento, os soldados corriam o risco de perder suas vidas", contribui para a necessidade de promover “descanso” para os militares. "Para que eles descansassem, um esquema de mulheres de conforto era necessário. Qualquer um pode entender isso", afirmou Hashimoto, que é cofundador do partido nacionalista japonês Restauração, que tem poucos assentos no Parlamento e não faz parte do governo.
