Auditoria diz que não há irregularidades na compra de capas de chuva para PM, mas admite 'falhas'
Governador do DF, Agnelo Queiroz (PT)
Uma auditoria feita pela Secretaria de Transparência e Controle do Governo do Distrito Federal (GDF) concluiu que não houve irregularidades no processo de compra de capas de chuva para a Polícia Militar (PM) do Distrito Federal (DF), mas foram identificadas algumas falhas. As capas de chuva faziam parte dos gastos previstos para as Copas das Confederações (2013) e do Mundo (2014), noticia a Agência Brasil. Os eventos vão ocorrer em período de seca na capital federal. Após ser divulgado, o caso resultou na exoneração do comandante da PM, Suamy Santana. O governo distrital pretendia comprar 17 mil capas por R$ 5,35 milhões - custo de R$ 314 por unidade. Segundo a secretária de Transparência, Vânia Lúcia Vieira, a auditoria identificou ser necessária a compra das capas, apesar de a corporação ter 15 mil policiais, e de boa parte deles estar desempenhando funções administrativas. “Todo policial precisará de uma capa, até pela necessidade de haver identificação nela. Trata-se de um equipamento de proteção individual”, argumentou a secretária. Vânia Lúcia Vieira considera ter havido “falhas, mas não irregularidades” no processo de licitação. “Até porque a compra não havia sido efetivada”, disse, não afetando os cofres públicos. “Estávamos ainda na busca de preços”, completou. Segundo ela, foram feitas três cotações de preços, conforme prevê a lei dos processos licitatórios.
