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Obra do Terminal de Regaseificação da Bahia é apresentada pela Petrobras

Por David Mendes

Obra do Terminal de Regaseificação da Bahia é apresentada pela Petrobras
TR-BA está localizado na Baía de Todos os Santos |Fotos: David Mendes/BN
A Petrobras apresentou à imprensa, nesta sexta-feira (10), o Terminal de Regaseificação da Bahia (TR-BA), localizado na Baía de Todos os Santos, a 4 km da costa da Ilha dos Frades. Com investimento na ordem de R$ 1 bilhão, o empreendimento terá capacidade de transformar 14 milhões de metros cúbicos por dia de Gás Natural Liquefeito (GNL), extraído das diversas reservas espalhadas pelo mundo, e transportados em navios, à forma gasosa (GN). De acordo com a estatal, o Gás Natural produzido no TR-BA abastecerá os mercados termelétricos e industriais da Bahia e de todo o Nordeste brasileiro, através de gasodutos que cortam os municípios baianos de São Francisco do Conde, Candeias, Madre de Deus e São Sebastião do Passé, interligados à Malha Bahia e ao Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene). Com previsão para o início da operação em setembro deste ano, a produção de GN no Brasil nos terminais saltará dos atuais 27 milhões de metros cúbicos por dia para 41 Mmm3/dia. A Bolívia, um dos grandes produtores do recurso no planeta, produz atualmente 30 MMm3/dia. Conforme estimativas apresentadas pela petrolífera brasileira, a capacidade operacional no TR-BA será 2,5 maior do que a produção atual do Campo de Manati, na Bacia de Camamu, no litoral sul do estado, responsável atualmente pelo abastecimento do recurso na Bahia, juntamente com o Gasene. De acordo com o gerente executivo de programas de investimentos da área de gás e energia da Petrobras, Marcelo Murta, o projeto será responsável em atrair novos investimentos para a Bahia, maior consumidor de GN no Nordeste. Segundo Murta, 3,4 mil empregos diretos foram gerados com a construção do terminal, além de já estar garantido a implantação de projetos de responsabilidade social junto às comunidades residentes nas regiões de influência do TR-BA.

Questionado sobre as contrapartidas cobradas pelas comunidades do entorno da obra, o dirigente afirmou que os projetos serão implantados pela companhia, mas apenas os que tenham "retornos sociais". “Ações de infraestrutura não são permitidas pela Petrobras. Entendemos que ações especificamente de infraestrutura podem ser demandadas, mas se não existir uma conotação social, a Petrobras não está autorizada. A Petrobras busca um bom relacionamento com as comunidades no entorno aonde os projetos estão instalados, mas, se formos demandados apenas a ações de infraestrutura, nós não teremos condições de implementar”, afirmou o dirigente em entrevista ao Bahia Notícias. Murta informou ainda que toda a Carta Náutica das embarcações à serviço da Petrobras já foram modificadas para evitar possíveis acidentes com pequenas e médias embarcações, utilizadas por pescadores e navegantes que usam as mesmas rotas na Baía de Todos os Santos. "Todas as embarcações utilizadas pela Petrobras nesse empreendimento têm uma identificação muito clara, com um número 0800 visível. Se uma embarcação dessa não obedecer os critérios da Carta Náutica, ela pode ser identificada imediatamente. Também foi feita uma análise, as velocidades foram refeitas e, até o momento, não há registro de divergências dessas embarcações às recomendações dadas",  informou.