Corpos de integrantes da ALN eram expostos como troféus, diz ex-militar
O ex-sargento e servidor do Destacamento de Operações Internas do Centro de Informações de Defesa Interna do II Exército de São Paulo (DOI-Codi/SP), Marival Chaves, em depoimento prestado nesta sexta-feira (10) à Comissão Nacional da Verdade (CNV) em Brasília, disse que após serem mortos, os presos políticos da ditadura militar (1964-1985) tinham os seus corpos expostos no DOI-Codi como troféus. Entre os corpos que foram exibidos no DOI-Codi de São Paulo, Chaves apontou o casal Antônio Carlos Bicalho Lana e Sônia Maria Morais Angel Jones, militantes da Aliança Libertadora Nacional (ALN) mortos em 1973 no centro de cárcere e tortura clandestino da Serra do Mar, chamado de "O sítio”. Ele ainda afirmou que os líderes da ALN eram pessoas marcadas para morrer. "Se assumia o comando, morria.", disse em depoimento. Esta foi a primeira vez que a Comissão da Verdade tomou depoimentos abertos ao público de agentes da repressão.