Hilton considera 'estapafúrdia' declaração de Bacelar, que pretende manter Alfa e Beto
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O vereador Hilton Coelho (PSOL) criticou, em discurso feito na tribuna do plenário da Câmara de Salvador, nesta segunda-feira (6), a insistência da Secretaria Municipal de Educação em manter o programa Alfa e Beto nas escolas administradas pela prefeitura, mesmo após o Ministério Público recomendar a rescisão do contrato e a suspensão da aplicação do projeto. Ele afirmou que a medida “vai contra o bom senso”. "Considero estapafúrdia a declaração do secretário municipal de Educação, João Carlos Bacelar, de que mostraria ao MP-BA a necessidade da manutenção do Alfa e Beto. Vão obrigar que pessoas coloquem em ação um método que repudiam? Uma atitude descabida da Secretaria Municipal de Educação, que merece nossa total rejeição. Não consigo compreender que argumentos serão utilizados por Bacelar e ACM Neto para fundamentar a decisão do uso deste método nas escolas municipais", condenou. O edil cobrou ainda que o atual gestor da capital baiana acate a solicitação do MP. “Quem ganha com a insistência em um método repudiado pelos educadores e que sangra recursos públicos de forma desnecessária?", questionou. Em nota enviada à imprensa, no entanto, a Smed informou que pretende cumprir o convênio, firmado por R$ 12,3 milhões com dispensa de licitação. “A Secretaria Municipal da Educação recebeu na tarde de sexta-feira a Recomendação nº 07/2013 do Ministério Público da Bahia de suspensão da implementação do Sistema Estruturado de Ensino do Instituto Alfa e Beto e informa às escolas que enquanto a Smed e a Procuradoria do Município estudam a recomendação e respondem ao Ministério Público, está mantido o trabalho com o Sistema Estruturado conforme cronograma já divulgado nas formações”, afirmou. Na recomendação feita pelo MP-BA,
a promotora Rita Tourinho afirma que há um “antagonismo” entre o conteúdo promovido pelo Instituto Alfa e Beto e a metodologia aplicada pelo Ministério da Educação com o Programa Nacional de Livro Didático (PNLD) e Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). Além disso, segundo a promotora, “a adoção desse programa gera um grande prejuízo econômico ao Município".
