Políticos ‘temem’ ser perseguidos na internet, diz especialista
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Além de protestos nas ruas e no Legislativo, o repúdio à permanência do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal se materializou também nas 455 mil assinaturas que apoiaram o movimento contra o deputado pastor disseminado na internet. Em entrevista à revista Época, o professor Celso Figueiredo Neto, especialista em Comunicação pela Universidade Mackenzie, afirma que, além de ampliar e potencializar as formas de participação do cidadão comum, a rede mundial e as redes sociais também mudar a própria maneira como ele esse cidadão é percebido pela classe política. Segundo ele, a grande novidade dos movimentos é prescindir de líderes carismáticos ou poderosos. "A grande mudança que as petições via web trazem é a ausência de líderes. O modelo tradicional exige a presença de políticos de renome nas manifestações, em cima do carro de som discursando. O modelo baseado nas redes sociais prescinde de líderes tanto entre os organizadores dos eventos quanto entre os manifestantes. Repare que em todos os movimentos citados não sabemos nomear quem está por trás das manifestações", afirma. Celso Figueiredo Neto aponta a tendência de os políticos utilizarem as redes sociais “de modo cada vez mais intenso, buscando contato com seus eleitores” e identifica “certo receio” por parte dos políticos “de envolverem-se ou encamparem manifestações nas redes sociais” porque sabem que “serão cobrados, com potencial risco para sua imagem pública”. De acordo com o especialista, “muitos políticos não se aproximam delas ou fingem ignorá-las por receio de serem 'trollados', ou seja, perseguidos”.
