Funcionários da prefeitura de Salvador criticam venda de plano de saúde
Stand foi montado na sede da Semge | Foto: Sindseps
Funcionários da prefeitura de Salvador procuraram o Sindicato dos Servidores (Sindseps) para criticar a venda individual de plano de saúde Hapvida com desconto para a categoria, feita em stand montado na sede da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), antiga Seplag, nos Barris. Segundo um dos diretores do Sindseps, Everaldo Braga, a venda é “imoral”, porque não resolve a falta de assistência de saúde coletiva para os servidores, direito instituído pela Lei 050, aprovada na Câmara de Vereadores em 2010. “Isso é uma inversão de valores, fere os princípios de uma lei que lutamos e conquistamos, mas que a prefeitura teima em não cumprir. Quais os interesses da gestão municipal ao vender o plano em vez de cumprir o que determina a Lei 050?”, questiona o representante. De acordo com a assessoria da Semge, responsável pela relação da administração municipal com os funcionários, a venda do benefício ocorre em sintonia com o Programa de Valorização do Servidor (PVS). Conforme a pasta, há parcerias não só com operadoras de saúde, mas com outras empresas, como cursos de idiomas, que concedem descontos de 5 a 10% para os trabalhadores sem nenhuma contrapartida da prefeitura. A secretaria também afirma que o plano de saúde coletiva é pauta da mesa permanente de negociações entre a categoria e o Município.
