Governo usa manobra para aumentar número de programa de bolsas no exterior
O governo federal tem utilizado uma “maquiagem” para aumentar o número de bolsas no exterior. Para isso, o Ministério da Educação passou a contabilizar entre os alunos do Ciência sem Fronteiras – programa de estudo no exterior – os bolsistas regulares da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão de incentivo à pesquisa, informa reportagem da Folha. De acordo com a publicação, a estratégia entrou em vigor há no mínimo um mês e meio. No entanto, a Capes informou na última sexta-feira (19) aos bolsistas de seus programas regulares que eles seriam oficialmente migrados para o Ciência sem Fronteiras caso fossem “elegíveis”, ou seja, se estivessem dentro dos critérios de seleção do programa. Para chegar à descoberta, a Folha cruzou nomes de estudantes aprovados nos editais de doutorado regular da Capes no exterior com a lista de alunos do Ciência sem Fronteiras disponível no site oficial do programa. Foram identificados pelo menos 60 estudantes que constavam na lista do Ciência sem Fronteiras sem estarem efetivamente nele.