Líder peemedebista na Câmara defende restrição a novos partidos
Foto: Agência Câmara
O líder do PMDB na Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (RJ), defendeu nesta sexta-feira (12) o projeto que restringe benefícios a novos partidos, como recursos do fundo partidário e horário gratuito na TV e rádio. A proposta prejudica os planos da ex-senadora Marina Silva, que articula a fundação da “Rede”. Um dos maiores defensores da proposição é o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que há menos de dois anos fundou o PSD. A criação da novo partido é de interesse de possíveis adversários da presidente Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial em 2014, como o tucano Aécio Neves (PSDB) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). "Quem está tentando criar partido agora e buscar parlamentares à véspera da eleição é que está deturpando o processo eleitoral", disse o peemedebista. "Quando o PSD foi constituído pelo Kassab, não foi para ter tempo de televisão nem fundo partidário. Foi uma alternativa à janela [brecha para mudança de legenda antes das eleições] que não existia. Quem se filiou foi porque estava insatisfeito com seu partido, não foi por objetivo eleitoral, nem financeiro de ter fundo partidário, nem de montar estrutura para tempo de televisão. Quem concedeu tempo de TV e fundo partidário foi o Poder Judiciário", afirmou Cunha.
