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Portadores de doenças pulmonares denunciam falta de remédios na rede pública

Por Bárbara Souza

Os portadores de doenças como enfisema pulmonar e bronquite crônica estão prejudicados pela falta do remédio Seretide de 250 mg e de 500 mg, que estão em falta no Hospital Especializado Octávio Mangabeira (Heom) e no Hospital Manoel Victorino (HMV). A denúncia foi feita ao Bahia Notícias pelo presidente da Associação Bahiana dos Portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), Jorge Alves.  Segundo ele, os pacientes que procuram as unidades de saúde saem de lá sem o medicamento e sem previsão para recebê-lo. A secretária da entidade, Iara de Freitas disse ao BN que “o correto seria os pacientes receberem três caixas do medicamento para três meses”, mas os portadores das enfermidades pulmonares têm, segundo ela, recebido “apenas duas caixas”. Ainda de acordo com Iara, a validade de alguns remédios iria expirar no mesmo mês em que as drogas foram fornecidas aos usuários. O fato levou a entidade a “acionar a vigilância sanitária para saber o que está acontecendo”, afirmou a Iara de Freitas. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que até às 17h20 desta sexta-feira (12) não dispunha das informações solicitadas, conforme explicou uma das assessoras ao BN. Em agosto do ano passado a associação denunciou a falta de remédios e de atendimento médico na rede pública de saúde.  Segundo o pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro, especializado no tratamento da patologia, em 2012 se estimava que, na Bahia, 480 mil pessoas sofressem da doença, que é progressiva, irreversível e engloba enfermidades como enfisema pulmonar e bronquite crônica. De acordo com o médico, a DPOC “é a quarta causa de morte no Brasil” e se manifesta com mais frequência em fumantes e ex-fumantes acima dos 40 anos.