Hilton Coelho e Heber Santana discutem sobre 'homofobia' de Feliciano
Por Natália Falcón
Foto: Glauber Guerra
Os vereadores Hilton Coelho (PSOL) e Heber Santana (PSC) entraram em conflito na sessão da Câmara de Vereadores desta segunda-feira (8). O motivo foi uma discordância a respeito do termo "homofobia", usado por Hilton para se referir ao deputado federal Marco Feliciano, colega de legenda de Heber. Para o edil da legenda cristã, se referir ao presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) como homofóbico é julgá-lo como criminoso, o que seria uma incoerência com o cargo de parlamentar. “É legítimo discordar de Feliciano, mas não há legitimidade em chamá-lo de racista e homofóbico. É preciso responsabilidade e fazer acusações que tenham respaldo”, afirmou. Segundo o socialista, não há outra palavra para a referência, por se tratar de algo explícito e noticiado pela imprensa. “As declarações dele vão nessa direção, nem se nós quiséssemos poderíamos contradizer o deputado. Ele tem uma postura agressiva que tem estimulado uma defesa agressiva por parte do público evangélico”, explicou. A discussão, que travou a sessão e fez com que o vereador Arnando Lessa (PT), que presidia os trabalhos, interviesse em prol do andamento, também girou em torno do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que, segundo Coelho, se encontra ameaçado. “Isso virou um problema de proteção de integridade do companheiro Jean Wyllys. Ele está recebendo ameaças e precisa de proteção”, defendeu. Apesar dos pedidos de Heber Santana para que a palavra fosse alterada na ata, Hilton permaneceu com o posicionamento mesmo com a advertência do colega de que ele poderia ter que responder sobre a afirmação.
