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Terça, 09 de Abril de 2013 - 00:00

João Andrade Neto, dono do Pura Política, é condenado por difamação

por Juliana Almirante

João Andrade Neto, dono do Pura Política, é condenado por difamação
Foto: Tiago Melo / Bahia Notícias
O proprietário do extinto site Pura Política, João Andrade Neto, acusado em 2010 de extorquir empresários e políticos baianos para não publicar supostas denúncias, continuará em liberdade. Ele foi condenado, no dia 27 de março, por difamação contra o advogado e empresário Francisco (Chico) José Bastos, pelo juiz Ailton Batista de Carvalho, do 2º Juizado Especial Criminal de Itapuã. Segundo a sentença, João Andrade não cumprirá a pena em regime fechado. A punição de seis meses de detenção foi revertida em prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas, e multa de R$ 6 mil. O blogueiro havia noticiado que uma briga da família do ex-senador ACM poderia ter sido “um golpe” de Chico Bastos e do seu sócio, o empresário do ramo imobiliário Carlos Suarez. A matéria afirmava que uma ação de busca e apreensão na casa da viúva do político obteria documentos contra eles. De acordo com a determinação judicial, a notícia “recheada de conteúdo notadamente ofensivo” abalou a reputação do requerente. Alvo da Operação Fúria em 2010, o blogueiro chegou a ficar preso por um mês, acusado de extorquir o empresário Phillip Ribeiro e, meses depois de ser solto, preso novamente por tentar extorquir o dono de um posto de combustíveis. Após ser abordado por Andrade, Ribeiro procurou a polícia, que o orientou a entregar R$ 8 mil a um funcionário do site, valor exigido para que ele não publicasse notas difamatórias contra a vítima. O episódio foi gravado em vídeo (veja aqui). No caso do dono do posto, o blogueiro deixou um bilhete na portaria do prédio, que foi gravado pelas câmeras de segurança. Atualmente, João Andrade acumula 42 processos nas áreas cível e penal, segundo consta no site do Tribunal de Justiça. Na lista de autores de ações contra Andrade estão personalidades políticas como o deputado federal Marcos Medrado (PDT) e o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima (PMDB).

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