Boate Kiss: Juiz admite possibilidade de absolvição de réus
Foto: Fernanda Bona/ Divulgação
Responsável por julgar o processo da tragédia na Boate Kiss, que vitimou 241 pessoas em Santa Maria (RS) em janeiro último, o juiz Ulysses Fonseca Louzada disse nesta sexta-feira (05) que não há garantia de que Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr (Kiko), sócios da casa noturna, e dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, irão a júri popular. "Eu não posso falar que vai haver júri popular. Na primeira fase, são quatro caminhos: pronúncia, impronúncia, desclassificação e absolvição sumária. Essa é a caminhada e as reflexões que devem ser feitas. Pode até não ser caso de júri. Tenho que ouvir a defesa, os réus e as testemunhas ainda", afirmou. Os empresários e membros da banda foram denunciados pelo Ministério Público (MP) por homicídio doloso. Segundo Louzada, há quatro hipóteses analisadas, e uma delas é a absolvição sumária dos denunciados, o que os deixaria livre de qualquer julgamento.
