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Faeb reclama do pacote da seca anunciado por Dilma e pede medidas estruturantes

Faeb reclama do pacote da seca anunciado por Dilma e pede medidas estruturantes
Federação pede medidas como construção de adutoras| Foto: Adenilson Nunes/ Secom
O anúncio de R$ 9 bilhões em investimentos para enfrentamento à seca, anunciado pela presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira (2), não agradou à Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb). Segundo nota da entidade que representa os produtores rurais baianos, as medidas frustaram as expectativas gerais do setor. Segundo o presidente da Faeb, João Martins, não foram anunciadas medidas efetivas de apoio à recuperação da economia. De acordo com ele, 37% dos recursos anunciados seriam apenas valores que o governo vai deixar de arrecadar. Outros 33% já seriam usados desde 2012, no PAC ou em outros programas. Segundo Martins, o aumento anunciado da oferta de carros-pipa para distribuição de água é uma medida emergencial e paliativa. “Não vai de forma alguma ajudar o produtor rural a manter sua produtividade e rebanho. É de conhecimento de todos que muitas vezes os carros-pipa são utilizados com fins eleitoreiros pelos prefeitos municipais, que são os responsáveis por controlar essa distribuição de água. Esperemos que, com a distribuição da água pelo Exército, a situação seja diferente”, reclamou. Ele também classificou irrisória a construção de 267 mil cisternas, que será divida entre os 1.415 municípios em estado de emergência em todo o Nordeste. O presidente da Faeb diz que a expectativa do setor era o anúncio de medidas estruturantes, como canais, transposição de água, perenização de rios, adutoras, barragens e poços artesianos. “Não podemos ficar sempre no diapasão de medidas assistencialistas”, criticou.