Presidente do Sindicato dos Rodoviários 'lamenta' paralisações, mas diz que foram 'necessárias'
Reunião entre sindicato e prefeitura durou 3 horas |Foto: Divulgação
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Manoel Machado, lamentou as manifestações que geram distúrbios nesta segunda (11) e causou apreensão na população, que temeu enfrentar mais uma possível paralisação do setor. A afirmação foi feita na tarde desta terça-feira (12), logo após o encontro com o secretário municipal de Urbanismo e Transportes, José Carlos Aleluia, que durou cerca de três horas. Segundo Machado, em nota enviada à imprensa, a medida foi necessária para que a categoria fosse ouvida pelo poder público soteropolitano. “O ofício do Ministério Público à Sucom é datado de 22 de janeiro, tempo suficiente para que o órgão tivesse mantido contato com o sindicato e discutido uma alternativa. Isso teria evitado as manifestações de ontem”, diz o comunicado. O dirigente sindical informou ainda que conversou com a promotora de Justiça Hortênsia Gomes Pinho, responsável pela solicitação da demolição, já que segundo ela, no documento enviado à Sucom, o módulo policial demolido “estava sendo ocupado de forma clandestina, por vendedores ambulantes, moradores de rua, gerando intranquilidade e riscos à saúde pública”. Segundo Machado, a promotora informou que não havia solicitado a demolição dos banheiros, mas de um módulo policial desativado e parcialmente demolido. “O banheiro usado pelos rodoviários ficava a mais de 100 metros desse módulo. A demolição foi um equívoco”, afirmou o sindicalista. No encontro, a prefeitura de Salvador assumiu o compromisso de iniciar, em 48 horas, a reconstrução do sanitário demolido no final de linha da rua Sabino Silva, no Jardim Apipema. Ficou agendada uma nova reunião para o dia 20, às 16h, quando serão discutidas intervenções nos demais finais de linha.
