Coalizão Antinuclear relembra dois anos de Fukushima
Por Natália Falcón
Foto: Divulgação/ Greenpeace
No dia em que a tragédia nuclear de Fukushima completa dois anos, a Articulação Antinuclear Brasileira (AAB) lançou o portal virtual da organização. Além de rememorar as consequências da explosão dos reatores, juntamente com a Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares, o grupo tem como objetivo denunciar a insegurança da tecnologia nuclear e levantar a questão da mineração em Caetité. O dia foi marcado pelo lançamento do documentário “08:15 de 1945”, do cineasta Roberto Fernández, sobre os impactos da bomba atômica de Hiroshima e o risco da radioatividade. Na sexta-feira (15), haverá uma nova exibição no auditório do Mestrado em Saúde, Ambiente e Trabalho, da Faculdade de Medicina da UFBA, no Terreiro de Jesus. Em manifesto divulgado nesta segunda e disponível no novo portal, a coalizão denuncia uma pressão que empresas fariam para que a Caixa Econômica Federal desvie recursos de finalidades sociais para financiar a conclusão de Angra 3, terceira usina nuclear de Angra dos Reis, localizada entre São Paulo e Rio de Janeiro. O movimento pede a desativação de Angra 1 e 2, além da interrupção das obras do terceiro empreendimento. Fazem parte da organização: a Associação Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania, o Instituto Memória Roberto Pires, com apoio da Dimas, Faced, Ibio, MSAT/Fameb, Compop, o Instituto Búzios, o Movimento Falso e entidades socioambientalistas da Bahia.
