‘Prefeito ACM Neto quer comprar consciência dos professores’, acusa Hilton Coelho
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O vereador de Salvador Hilton Coelho (PSOL) afirmou, nesta segunda-feira (11), que o decreto responsável pela implantação da “Operação Salvador Alfabetiza”, assinado pelo prefeito de ACM Neto (DEM) no último dia 7 de março, causará um “racha” na Rede Municipal de Ensino. De acordo com o edil, após consultar diversos profissionais da educação, concluiu-se que a possibilidade de implementação dos programas do Pacto Nacional pela Alfabetização, do Ministério da Educação (MEC), e os do Instituto Alfa e Beto (IAB) , contratado por R$ 12,3 milhões com dispensa de licitação, dividirá a rede em uma parte que se harmoniza com as diretrizes municipais e outra absolutamente estranha a ela e rejeitada pela categoria. “Para piorar, percebemos que nele (IAB) consta uma remuneração completamente diferenciada para os profissionais que programem o Pacto Nacional pela Alfabetização e os do 'Alfa e Beto'. Paga-se R$ 200 para o Pacto e R$ 300 para os que aderirem ao 'Alfa e Beto’. Em relação aos coordenadores pedagógicos o valor é de R$ 500 aos que assumam o ‘Alfa e Beto’ e não prevê nenhuma gratificação para os que permanecerem no Pacto. O prefeito ACM Neto deseja comprar a consciência das educadoras e educadores tendo em vista que não obteve nenhuma adesão voluntária? Acredito que mais uma vez será derrotado e a categoria repudiará um programa nefasto, homofóbico, machista e racista. Queremos educação para a liberdade e não para a manipulação”, criticou. Para o socialista, a assinatura do decreto não considerou a vontade dos professores soteropolitanos. “O que vimos foi mais um ato autoritário que não leva em conta duas grandes assembleias com mais de três mil participantes sendo que no segundo o ‘Alfa e Beto’ foi rejeitado por unanimidade, ou seja, sem um único voto a favor ou abstenção. Além disso, realizaram-se debates nas universidades uma ampla repercussão na imprensa. ACM Neto prefere ficar apenas com sua opinião e desconsiderar a vontade da categoria e os interesses dos estudantes, os maiores interessados no repúdio ao tal plano”, condenou.
